Da influência de um mau exemplo

Todos os dias percebemos o quanto a sociedade em que vivemos não tem cuidado com o outro, e em todos os sentidos possíveis. No último domingo, dia 12 de Maio, a apresentadora Eliana demonstrou certa falta de sensibilidade profissional e pessoal, quando constrangeu duas convidadas em um dos quadros de seu programa no SBT.

O quadro consistia em diversos convidados, além de pessoas que se inscreveram, usando vários objetos para chegar ao peso exigido. Uma das convidadas era cantora Hamina, conhecida como Mulher Marmita, que estava acompanhada de uma dançarina. Eliana apresentou ambas e perguntou para as duas ”o nome verdadeiro, de batismo”. As duas ficaram claramente constrangias perante o questionamento. A dançarina chegou a responder ”Mirella”, mas Eliana insistia em saber o ”nome do RG”. Se alguém com tamanha experiência em comunicação e visibilidade como Eliana, não percebeu que estava sendo indelicada e preconceituosa, o que dizer de todas as pessoas que assistiam ao programa naquele momento? Todas elas tinham consciência de que ser mulher não está no que se tem entre as coxas, mas sim é o que está entre a mente e a vida?

Quando pessoas públicas, famosas, com um meio de comunicação nas mãos dão um exemplo, bom ou ruim, ele é absorvido imediatamente pelo público, reforçando a ideia. E se constrangem pessoas trans perguntando o ”nome de batismo”em qualquer circunstância, dentro ou fora de um programa de televisão, demonstram irresponsabilidade. É importante entender como a pessoa prefere ser chamada. Não importa que nome lhe deram. O que importa é o modo como ela se sente confortável e quer ser tratada. O cuidado com o outro vai além de sensibilidade por seus sentimentos… É também praticar a sensibilidade externa, medindo atos feitos e palavras ditas.

Nem posso imaginar como cada pessoa trans se sentiu ao ver Eliana, personalidade respeitada por anos em seu meio profissional, cometer um ato que não foi somente falho, como também absurdo. Por isso é tão importante e urgente conscientizar o máximo de pessoas sobre o respeito no tratamento de nomes, e isso também é feminismo.

Vídeo do ocorrido (aos 4:10) aqui

Anúncios

A mulher de Hoje

Estamos em 2013 e por vezes ouvimos muitas pessoas (boa parte delas mulheres, inclusive) dizendo que não devem nada ao feminismo ou que o feminismo não precisa lutar por mais nada. Ainda existe um pensamento errôneo de que o feminismo ficou nos anos 60 (como se não houvesse existido antes disso). Apesar disso, com uma pequena observação podemos notar o quanto o feminismo fez e ainda faz. Se hoje as mulheres podem votar, ter propriedades em seu nome, trabalhar, escolher com quem se casar, devem isso ao feminismo. Mas ainda há muito a ser conquistado.

Muitas mulheres da geração atual não fazem ideia de que enquanto sentem que não devem nada ao feminismo, existem outras mulheres lutando pelos direitos que ela também necessita. Existem mulheres marchando nas ruas, nas redes sociais, protestando pela igualdade de salários entre mulheres e homens, pelo direito ao próprio corpo, pelo direito ao aborto, pela conscientização da cultura do estupro, pela visibilidade transexual, homossexual e racial. Pelo direito a escolher ter filhos ou não, pela livre escolha do parto, por políticas públicas que auxiliem vítimas da violência, pela igualdade nas tarefas domésticas, pelo direito ao poliamor… Entretanto, nos últimos anos uma nova onda feminista tomou conta do Brasil e de diversos outros países. A violência contra a mulher, com números cada vez mais assustadores, está sendo combatida, por quem se interessa pela luta e por resultados.

É preciso que entendam que a mulher de hoje, mesmo que sem consciência do feminismo, será beneficiada dele. Esperamos que a mulher de hoje seja menos livre que a mulher de amanhã, e assim, sempre.

O Twitter e o reflexo

A internet é fonte para todo tipo de comentários e observações, e as redes sociais já são parte da rotina de pessoas de todas as idades. Em uma delas, o Twitter, a dinâmica de interação e a rapidez com que informações são compartilhadas geram um bombardeio de piadas e comentários maldosos, muitas vezes importados de blogs e sites especializados no tema. Estes espaços virtuais aglomeram milhares de leitores que também seguem os autores no Twitter. Munidos de muitos seguidores/leitores e de comentários abusivos, estas pessoas nao se importam com represálias e levam absolutamente TUDO o que escrevem como ‘uma simples piada’ ou ‘quem mandou fazer tal coisa? Vai ser humilhado, mesmo”. Quando questionadas por pessoas ofendidas ou com algum bom senso, convocam direta ou indiretamente seus seguidores para um ataque enfurecido aos ‘reclamões’, que são taxados de chatos, politicamente corretos ou os que se ofendem com qualquer brincadeira.

Algumas pessoas com mais seguidores que certas celebridades, dedicam boa parte do seu tempo para nutrir blogs recheados com slut-shaming, fat-shaming, body-shaming, preconceito de classe, preconceito linguístico, entre outras coisas absurdas, e estão lá, firmes, cheias de apoiadores, por vezes ganhando dinheiro com isso. Já tive o desprazer de ser hostilizada por uma.. É quase um alimento pra elas: você reclama, te hostilizam, os seguidores vibram e também te hostilizam, gerando um nutriente indispensável ao ego de quem precisa humilhar outras pessoas em nome do humor, da diversão, do ”mas é só”. Falam sobre como alguns sites de fofocas de celebridades são patéticos fazendo basicamente o mesmo, com o agravante da humilhação aberta e direta. Humilham sobre o corpo, a roupa, a escrita, o modo de falar… Chega a ser nauseante a quantidade de negatividade que atribuem aos outros. Piadas sem escrúpulos sobre [sim, acreditem] a paternidade da filha de uma modelo, ou reafirmando o que o feminismo luta tanto pra combater: padrões de corpo, beleza, comportamento, tudo baseado no riso, na graça, que não tem, absolutamente, graça nenhuma pra quem é ofendido.

A sensação de poder e imunidade dos abusivos corrompe também quem se ofende mas se cala, em uma tentativa tímida de não ser assediado ou para enquadrar no padrão dos famosos perfis. Se calar não só não é a solução, como colabora com a falta de sensibilidade de pessoas acostumadas ao reinado virtual. E quando se identificam com o alvo da vez mas consegue se calar ou até mesmo compartilhar comentários ruins sobre o tema? Já tive a chance de ver pessoas que gosto se humilhando de modo assustador para esse tipo de gente. Não é difícil de entender: bater de frente gera consequências e muita gente não quer pagar esse preço. O preço de ser chamado de todos os xingamentos possíveis em nome de um pedido de retratação.  Já cortaram relações comigo no twitter depois que comentei minha indignação com alguém fazendo piada sobre portadores de HIV. As pessoas que não são atingidas por essas ações, e que têm empenho em não aceitar, são consideradas as vilãs.

Redes sociais não são um mundo separado da vida de todo dia. Elas são um reflexo mais do que perfeito de como a sociedade age, se comporta e reage. O twitter é extremamente frequentado não só por adultos e seus usuários passam boa parte do tempo nele, sendo moldados por opiniões de quem tem seguidores de muitos dígitos mas nenhum bom senso. Se estamos nesse nível deplorável na internet, obviamente a sociedade toda está podre.

Tenho orgulho de não ser uma dessas pessoas que se nutrem do mal que fazem aos outros.

 

 

 

Jack, o strip e a dor

Certo dia, Jack, assustado com o preço do quilo do tomate, decidiu gastar todo seu dinheiro do mês em uma casa de striptease. Entrou com passos desconfiados, e se sentou perto do palco. Lá dançava uma moça com alguns 30 e poucos anos, e Jack se encantou pelo rebolado desajeitado entre uma peça e outra de roupa que caía, mas muito sensual.

Quando já havia perdido a conta de quantas tequilas tomara, Jack convidou a moça para o reservado. Ela entrou com o nickname Paola_gatinha e foi logo tirando tudo. Mas Jack, muito metódico, pediu que a Paola_gatinha fechasse os olhos e aproveitasse. Quando o fez, Jack tentou sufocá-la, mas levou uma joelhada no saco. Se desculpou ”é apenas um fetiche, não vai acontecer de novo”. Não iria mesmo. Paola_gatinha cerrou os olhos, e percebeu o som do grito do punhal cortando o ar ao deixar a cinta de Jack. Em um movimento experiente, a moça se desvencilhou do ataque, e virando o jogo, cravou sete vezes o punhal na garganta de Jack.

E essa é a lenda urbana de Jack, (o preço do tomate) o strip e a dor.

O dinheiro dos outros

Depender do dinheiro alheio é algo que dá uma sensação de impotência agonizante. Não importa o quanto você se esforce pra conseguir o seu próprio. Se de alguma forma depende do dinheiro de alguém, pouco ou muito, sempre ou quase nunca: você vai sentir alguma agonia. Por mais boa vontade que o dono do dinheiro tenha, e se ele for como a maioria de nós somos, vai cobrar isso consciente ou inconscientemente, e não estamos falando sobre ”empréstimos”. O que ele irá cobrar será o controle de parte da sua vida.

Alguém que paga sua faculdade, ou um parente que te ajude com alguma conta. Até mesmo uma pessoa que pague, diariamente, seu transporte pra estudar ou trabalhar. Isso vai ser cobrado de forma sórdida. ”Eu fiz isso pra você, então seja grato e faça tal coisa por mim” dirá o mais descarado. Outros usam um método mais inconsciente: ”poxa, depois de tudo o que fiz por você…”. É um modo de controle e autoridade. Uma parcela de interesse no poder. E você vai se angustiando conforme dor precisando mais e mais da ajuda da pessoa. Você precisa, e não há orgulho no mundo que te faça rejeitar. É uma necessidade evidente, mas não um convite ao domínio de si. Quando alguém se oferece pra ajudar financeiramente alguém, deve ter consciência de que a gratidão é relativa e pode ser demonstrada da forma como quem vai agradecer preferir. Ele estará grato, e você não poderá decidir como ele demonstrará isso, nem mesmo SE ele se sentirá grato. E cobrando a gratidão visando interesses próprios, definitivamente, não vai receber nenhuma.

Se você depende do dinheiro dos outros, toda a liberdade que você julgava ter parece estar menor. É como uma dívida constante que o dinheiro não paga. E não deveria ser assim. Mas ainda dói precisar que as pessoas façam algo por você, enquanto você mesmo não consegue fazer, por mais que tente.

Somente

 

As pessoas não entenderão. Somente ele.

 

Querido,

Algumas vezes na vida você já me disse pra não desistir de mim mesma. Outras, pra não desistir de pensar que cedo ou tarde tudo melhora. Essa vida de agora faz algum sentido, sendo dividida com você. Sei que ontem tivemos uma não tão agradável notícia, certamente ela não deveria ter se criado, mas o fez e aconteceu. E agora eu te acarinho: não desista das suas intenções na vida. Você se fez de forte pra que eu não me preocupasse, mas conheço esses seus olhos. Conheço essa sua respiração preocupada. Vai ficar tudo bem. E mesmo que não fique, a gente dá um jeito. A gente cria, rouba, faz um jeito.

Fico acalentada de ver que você, mesmo com esses problemas, me gosta e ainda me divide consigo. Obrigada. Estarei te apoiando, te abraçando pra dormir, te acordando quando você se atrasa, te querendo… Estarei aqui, pros bons e maus momentos.

 

Sobre a instabilidade dos padrões de beleza

Os padrões de beleza mudam suas ramificações, mas seguem sendo uma forma de manter o controle, tanto social quanto econômico. Nos anos 20, por exemplo, o padrão de beleza feminino era ser magérrima e alta, sem curvas. Já nos os anos 40, as revistas pediam quadris largos, seios fartos e estatura média.

Isso foi se alterando cada vez em menores espaços de tempo, e se pararmos pra pensar, uma moça que nos anos 1920 com 15 anos, tinha o corpo muito magro, alto e com seios pequenos,   era a sensação do momento, mas que quando chegou aos 35 anos, foi bombardeada com propagandas de xaropes milagrosos, criados por  médicos americanos para se ”criar corpo”, pois ser magra era sinônimo de falta de saúde. Essa mesma moça passou pela vida imaginando como e quando se tornou tão feia. Ela não era, mas 20 anos foram o suficiente para lhe fazer acreditar que seu corpo havia sido adequado na juventude, e que a maturidade biológica a transformou para alguém horrível.

Hoje com a internet, TV e todos os meios de comunicação em alta, vemos esse padrão se alterar todos os dias, o tempo todo, e garotas se picotando, não por vontade própria, mas para se encaixar em um padrão instável e constante. É lucrativo que empresas tenham sempre um novo padrão para oferecer. A insegurança vende. Se você se sente inadequado, compre isso e fará parte do restante das pessoas. Até a individualidade vende. Compre isso e será o único. Tudo pode ser fonte de lucro, entretanto os padrões alcançam o maior número de pessoas possível, lucro que não se consegue na venda da exclusividade.

É lucrativo, também, para a sociedade de um modo generalizado, que pessoas queiram ser a mesma coisa, queiram seguir a mesma coisa, pois a zona de conforto atinge também quem está ao seu redor. Se você sai dessa área confortável socialmente, todos os que estão perto de você são atingidos de diversas formas, e quase ninguém quer pensar diferente, se sentir diferente e agir diferente, pois a diferença ainda é motivo de dor, infelizmente.

Reza para o amado em forma de samba

Em todas as formas de ser

Infinitas e possíveis de amores

Lhe faço a reza dos horrores

Aquela em que lhe entrego meu ser

Em todos os dissabores

E delícias da parte de flores

Quando toca meu peito com suas cores

Nessa hora preciso amar você

Pois se me chama e estou distraída

Pouco me importa a porta de saída

Vou retornar para te ver

Sair do meu corpo é estar com você

Quando tremem as coxas

É quando te quero

Meu peito se abre em camadas

E te espero

Te permito morada em todas elas

Te miro e te faço sorrir

Do jeito mais doce e sincero

Que sempre quis me diluir

Daquele meu mimimi conhecido

O tanto que dói é algo que ninguém vai saber exatamente além de você mesmo. Não há empatia que resolva. Normalmente, não há empatia de lado nenhum…  Ninguém se coloca na posição de observador, mas sempre como juiz. As pessoas se agrupam em redes sociais com um judas malhado por dia. Mais de um. É uma questão antropológica interessante, mas também uma tristeza emocionante. Emociona pelo nojo, pela indignação dos poucos que ainda enxergam aquilo que os outros fingem não ver. É a ignorância camuflando a maldade.

”Quando se derem conta, quando cair a ficha”. Se deram. Caiu. Fichas caem todos os dias nas muitas mentes por trás de perfis com milhares de seguidores. Se dão conta. Se permitem ignorá-la, por ser mais fácil permanecer na zona de conforto aprendida ainda na escola, onde o valentão-piadista fazia chacota dos ”fracos”. É um pensamento reforçado diariamente. ”Subo em você e te faço meu palco”. Uma infinidade de combinações maldosas, arquitetadas por aqueles que não precisam lutar. Ou fingem não precisar da luta. Já tem gente fazendo isso por eles. Já tem gente, e ainda pouca gente, lutando pelos direitos de gente que por mais calhorda que seja, merece os mesmos. E é isso que diferencia quem nota e luta, de quem assiste e ri. 

O mundo da escola, que alguns de nós conhecemos sendo a presa, nos mostrou que ainda estamos nela. Somos sempre presa ou predador, e não necessariamente a mesma coisa a vida toda. Trocamos de lado e de posicionamento o tempo todo. Mas nos magoamos e não percebemos quando magoamos o outro, em diversas formas e em diferentes níveis. Sabemos o que dói, mas nos esquecemos de que pode doer no outro também.

Quando a empatia se torna apenas uma característica dos ”chatos que não deixam ninguém brincar”, quando seguidores aos montes lhe faz sentir inatingível, nesse momento, é hora de rever o botão de unfollow. Para quem te segue, claro.

Comentários da Internet – a ceia de natal revisitada

Quando lemos uma notícia em algum portal da internet, por um instante ouvimos uma voz interior que sussurra ”não leia os comentários”. Mas nós lemos, contrariando toda uma vida de experiências ruins com comentários desagradáveis de tias na ceia de natal.

É um exercício de tolerância: você lê o primeiro, lê o segundo, no terceiro comentário já existem três tipos de comentaristas: o anti-lula, o teólogo, e o defensor da família brasileira e da ditadura.  Aí você percebe que os outros são só variações desses três tipos, fazendo rapidamente com que se arrependa de ter descido a barra de rolagem. São moldes comprados na promoção: escolha o que mais se enquadra em seu conservadorismo e seja o reacionário que mais se destaca nos comentários dos portais. Você começa a suar as palmas das mãos e a voz interior, já um tanto abalada, quer responder um por um. Mas você se segura. Até notar que a tendência é que os três tipos e suas variações se tornem apenas um. E isso acontece lá pro 10º comentário. Você chora e fecha a aba.

É sempre uma tortura saber que aquele cara que comenta em uma notícia de uma sex tape vazada dizendo que ”era puta e merecia a vergonha” pode ser seu vizinho. Ou aquela senhora que escreve que a ”homossexualidade não é natural, o fim dos tempos está chegando” pode ser sua colega de trabalho. Até mesmo o comentário anônimo ”roubalheira no senado e essas meninas desonrando a família protestando pelo direito ao próprio corpo, bando de vagabundas” pode ter vindo do seu Carlos da padaria, sempre tão simpático quando você vai buscar os pães. Eles estão por toda parte e já são uma epidemia. Mas o curioso em uma epidemia como essa, é que os comportamentos são relativos e ajustados de acordo com a vontade do comentarista. Conheço alguns comentaristas que adoram dividir com a gente sua valiosa opinião sobre como o Lula é a causa de todos os males do país, mas tem uma camiseta da campanha do Maluf guardada com muito carinho, autografada, até. Já outros, acham um absurdo que um portal de notícias publique resumos de novela ou do BBB, mas entram EM TODAS ELAS. Leem todas e comentam em todas. É muita energia gasta com hipocrisia. É muita energia gasta com adaptar a realidade do mundo para a sua própria realidade de sonho e fantasia.

Chega a ser desgastante a quantidade de pessoas que reclamam que não se pode mais fazer piadas com negros, mulheres e doenças, pois a ”trupe do politicamente correto” está aí, com força total. Chega a ser nauseante o tanto de seres dedicados ao ódio, e de todas as idades. Já li adolescentes de 12, 13 anos comentando em notícia de estupro coletivo ”bebeu a gente senta a vara mesmo, que é disso que putinha gosta”. E esse adolescente pode até ter ouvido coisas na rua, de pessoas preconceituosas e tomado pra si. Mas é muito provável que esse impulso reaça venha de sua educação. Seja da escola ou da família. A doce ilusão de que a próxima geração vai ser mais aberta aos avanços intelectuais e legais já não nos pertence completamente. Mas não desistiremos e não permitiremos que o preconceito continue sendo maioria na nossa vida. Nem nos comentários da internet, nem nos da ceia de natal.